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sexta-feira, 19 de abril de 2019

👍O que (NÃO) fazer no "Dia dos Povos Indígenas"

O que (NÃO) fazer no 
"Dia dos Povos Indígenas"


Na data em homenagem aos primeiros habitantes do Brasil, uma série de estereótipos e preconceitos costuma invadir a sala de aula. Saiba como evitá-los e confira algumas propostas de especialistas de quais conteúdos trabalhar:

1.Refletir é sobre a nomenclatura. O correto é falarmos: Dia do indígena, Dia dos Povos Indígenas, Dia dos Povos Originários ou Dia da Diversidade Indígena. Muitas pessoas ainda pensam que índio e indígena é a mesma coisa, mas não é. O termo *índio* reforça um estereótipo de que todos os índios sāo iguais. Mas está bem longe disso. Temos no Brasil mais de 200 povos indígenas, cada um deles com suas características e costumes próprios.

2. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.

Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.

3. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens.

Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.

4. Não represente o indígena com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14.

Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.

5. Não faça do 19 de abril o único dia do indígena na escola.

A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.

6. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas.

"Oca" é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.

7. Não utilize a figura do indígena só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas.

Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?

Realize pesquisas com as crianças. Se você dispor de internet na escola, leve as crianças até o laboratório de informática e façam pesquisas dos povos indígenas. Caso não tenha, peça para as crianças pesquisarem em casa e levar no dia seguinte. Faça você mesma uma pesquisa, levando imagens dos indígenas na atualidade. Elabore murais com as crianças utilizando os resultados dessas pesquisas.

O ganho pedagógico dessa nova metodologia tem tudo para modificar os conceitos até então enraizados sobre os povos indígenas. Ou seja, se a criança aprende desde cedo sobre a real contribuição desta nação para a sua cultura; possivelmente sua visão tende a não ser preconceituosa, uma vez que reconhece o valor dessa população para o Brasil.

Valorizar a cultura indígena é honrar a nossa história!

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👍Povos Indígenas

Os povos indígenas do Brasil são os habitantes originários do território brasileiro e estavam presentes aqui antes da chegada dos europeus no final do século XV. Existe uma grande diversidade de povos indígenas no Brasil, e a população de indígenas, segundo critérios do Censo de 2022, é de aproximadamente 1,6 milhão.
Um ponto muito importante quando falamos dos indígenas no Brasil é a grande diversidade cultural e étnica desses povos. Estima-se que existam mais de 300 etnias atualmente no território brasileiro e mais de 250 línguas são faladas. Assim como formas distintas de organizar-se social, política e economicamente, além de ter tradições e crenças religiosas diferentes. O contrário também pode acontecer e podem existir pontos em comum entre diferentes povos indígenas.
Desde a promulgação da Constituição de 1988, os indígenas têm direito à demarcação de suas terras, e a obrigação dessa demarcação é do Estado brasileiro, tendo de ser realizada em diálogo com os indígenas. Entretanto, muitos povos indígenas ainda não tiveram seus direitos respeitados pelo Estado brasileiro e não tiveram suas terras demarcadas.
A garantia dos direitos dessa parcela da população brasileira, bem como a sua proteção, é feita pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Funai. Para além da expressão e da manutenção da cultura indígena aqui, a Funai é responsável pela garantia dos direitos básicos e sociais dos povos indígenas, como o direito à autonomia e ao acesso ao título de eleitor e a documentos como o RG e o CPF. A Funai realiza também o processo de demarcação de terras indígenas. 
Atualmente, existem uma série de obstáculos na vida dos povos indígenas do Brasil. Além dos desafios territoriais, os povos indígenas enfrentam, atualmente, problemas com preconceitoviolação aos direitos das mulheres indígenas, falta de acesso à saúde e serviços públicos, além da alimentação escassa e pobre em nutrientes. 
Os indígenas brasileiros são a base da formação social, cultural e territorial do país, por isso preservar esses povos é tão importante.
1-YANOMAMI
Os Yanomami são uma população indígena que habita o extremo Norte da Floresta Amazônica. Eles estão dispostos entre a fronteira do Brasil com a Venezuela. Essa população, que reúne índios yanomae, yanõmami, sanima e ninam, compõe um grupo linguístico importante, considerado uma das 10 maiores etnias indígenas do Brasil.
O termo yanomami tem como significado “ser humano”. Esse termo é aplicado as todos os indígenas pertencentes ao tronco linguístico yanomami, portanto, ao conjunto cultural dos povos Yanomae, Yanõmami, Sanima e Ninam.
As aldeias yanomamis são constituídas por diversas casas de habitação coletiva, chamadas de malocas.
A sociedade yanomami é caracterizada pela clara divisão de trabalho entre homens e mulheres nos serviços cotidianos. Tradicionalmente, os homens da tribo ocupam-se com atividades como caça e pesca, já as mulheres ficam mais restritas às atividades voltadas para a agricultura.
A religião praticada pelos Yanomami reúne elementos típicos da cultura dos indígenas, como a realização de rituais com chás alucinógenos que provocam visões de entidades espirituais. Os líderes religiosos locais, são chamados comumente de pajés.
2-TICUNA
São considerados como um dos maiores povos indígenas da Amazónia. A sua língua é falada numa vasta área entre as comunidades, reunindo cerca de cem aldeias brasileiras.
De acordo coma tradição, o povo Ticuna teve origem no igarapé Eware, situado na margem esquerda do rio Solimões, onde se situam 42 das 59 aldeias ainda existentes. A restante tribo está localizada junto à cidade de Manaus, no baixo curso do rio Solimões, e em seis municípios no alto do rio.
O povo Ticuna pratica, sobretudo, o cultivo de espécies nativas como a macaxeira (também conhecida como aipim e mandioca), o cará, uma espécie de cana-de-açúcar, e diversas plantas com tubérculos.
Um dos pontos fortes do povo Ticuna, diz respeito à produção artística. Este povo caracteriza-se por uma inegável capacidade de resistência e afirmação da sua identidade.
Objetos como as máscaras cerimoniais, os bastões de dança esculpidos, a pintura em entrecascas de árvores, as estatuetas zoomorfas, a cestaria, a cerâmica, a tecelagem e objetos musicais fazem parte do acervo ticuna. 
O termo Ticuna foi conferido a esse povo por seus vizinhos – na língua Tupi “taco-uma” significa “homens pintados de preto”, que se refere a sua tradição de pintura corporal a base de jenipapo.
3-PATAXÓ
A etnia Pataxó tem como língua o Patxôhã, cujo significado é linguagem do guerreiro. Vivem predominantemente no sul da Bahia e no extremo sul de Minas Gerais.
A principal atividade econômica da tribo é o artesanato, com peças que misturam madeira, sementes, penas, barro e cipó.
Cada aldeia tem um cacique, que indica um porta-voz externo e um articulador interno.
A pintura corporal tem grande valor cultural para os pataxós, pois representa parte da história do povo, e está relacionada aos seus principais rituais sagrados. Para cada grande evento, como casamentos, nascimentos, lutas ou danças, há pinturas específicas para cada parte do corpo com significados profundos. Já através do canto e da dança, os pataxós retiram as energias da terra, do fogo, da água e do ar, e estabelecendo uma comunhão com a natureza.
Sua alimentação é baseada na pesca, frutos e raízes, sendo a mandioca seu alimento preferido, pois dela os índios fazem a bebida sagrada conhecida por kawi. Outro alimento muito apreciado é o peixe preparado com folhas da patioba, alimento que, segundo a tribo, rejuvenesce o corpo e purifica o espírito.
Seus artesanatos são feitos a partir de madeiras, sementes, palha, argila e outras diversas matérias primas disponibilizadas pela natureza. 
4-TREMEMBÉ
Os Tremembé vivem principalmente no litoral dos estados do Ceará e Piauí.
São um povo que dá muita importância aos costumes, cultura e história para as próximas gerações. 
Os Tremembé obtêm a maioria dos alimentos de que necessitam para sua subsistência no mar, em lagoas e rios. A pesca é uma de suas principais atividades produtivas; além da alimentação cotidiana, os peixes são importantes para a realização das festas do Torém, quando se pesca em maior escala.
A origem do nome é  Tupi, Tirime'bem ou “Tere-membé”, significa jorro, curso de água que se abranda. A palavra está diretamente ligada à abundância das águas, fazendo referência aos rios e ao solo da região.
Os Tremembé falam apenas o português brasileiro, mas guardam resquícios da língua nativa, conhecida como Poromonguetá, uma língua derivada da família de línguas Tupi.
As principais atividades produtivas desenvolvidas pelos Tremembé são agricultura, pesca e artesanato. 
É uma dança de roda, acompanhada por canções que misturam palavras em português com palavras de origem indígena na forma de quadras.
A agricultura é a principal fonte alimentar de origem vegetal e de carboidratos para os Tremembé, que cultivam mandioca, feijão,arroz, batata doce, banana, coco, melancia, caju, abóbora e goiaba, dentre outros. Com a mandioca fabricam a farinha de puba (farinha grossa) e o beiju e, com o caju, o mocororó, bebida ingerida nos dias de Torém.
O artesanato também é uma atividade relevante para os Tremembé. A produção artesanal inclui a confecção de colares de sementes e conchas (búzios), brincos, paneiros, caçuás e rendas de bilro.
5-XAVANTE
Os Xavantes vivem no Mato Grosso. Se autodenominam “A’uwe Uptabi” (povo verdadeiro). Falam a língua aquém, akwén ou a’uwem, que pertence ao tronco linguístico macro jê, que contém 13 consoantes e treze vogais.
Estão divididos em dois clãs diferentes ”õwawe” (água grande) e ”proza’õno” (girino). O casamento só é permitido entre membros de clãs diferentes.
São caçadores e guerreiros. As mulheres aprendem a tomar conta da casa e da roça, a fiar algodão e coletar raízes na mata. Depois do contato com a civilização se tornou comum a criação de animais domésticos para o consumo.
Os xavantes costumam pintar o corpo como preservação da cultura. Outro costume mantido é o ritual de passagem do adolescente para a vida adulta, onde o jovem permanece isolado dos demais membros da tribo, só saindo com os mais velhos para caçar e pescar. Quando chega o momento a orelha do jovem é furada com um pedaço de osso de onça e o furo é preenchido com um adereço de palha especial. A partir desse momento, ele passa a ser considerado adulto e volta a conviver com o restante da tribo.
Em seus rituais, a tribo costuma pintar o corpo de preto e vermelho, além de usar uma espécie de gravata de algodão nas cerimônias.
6-GUARANI
Formam o maior povo indígena vivendo no Brasil. São pertencentes à família linguística tupi-guarani e vivem nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Os que residem no Brasil são divididos em três grupos: Kaiowá, Ñandeva e Mbya, cada um com seu dialeto próprio e regras de convívio particulares. Também há indígenas guaranis vivendo na Argentina, Bolívia e no Paraguai.
Os guaranis são agricultores, coletores e caçadores. O espaço físico onde habitam é denominado "tekoha". Para os guaranis, tekoha é o lugar físico onde é possível realizar modo de vida guarani, contemplando suas relações familiares, sociais e com o ambiente.
Os guaranis são agricultores, coletores e caçadores. O espaço físico onde habitam é denominado "tekoha". Para os guaranis, tekoha é o lugar físico onde é possível realizar modo de vida guarani, contemplando suas relações familiares, sociais e com o ambiente.
Os indígenas guaranis, também chamados de "grande povo", acreditam que foram criados por Tupã para admirar a terra, através da palavra. A mitologia guarani é bastante extensa e complexa, incluindo desde mitos de criação até narrativas sobre seu contato com os brancos.
A organização social e os cantos estão entre as mais evidentes manifestações culturais do povo guarani. 
A palavra "guarani", na língua guarani significa guerreiro.
7-KAINGANG
Os Kaingang habitam os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Eles falam a língua Kaingang, da família Jê, do tronco Macro-jê.  São caçadores e coletores, embora hoje muitos se dediquem à agricultura. São conhecidos por sua cestaria, músicas e rituais xamânicos.
Têm uma história de resistência contra invasões de terras e conflitos com colonos. Foram deslocados de suas terras originais durante a colonização.
O povo Kaingang organiza-se socialmente em dois segmentos ou dualidades, kamẽ e kanhru, cada qual com suas características e habilidades. Na natureza tudo se relaciona com as marcas kamẽ e kanhru. Há semelhanças nas pinturas corporais, nas peles dos animais, nas folhas e cascas de árvores.
O kamẽ usa as pinturas compridas no corpo e também nos artesanatos. O kanhru utiliza traços circulares no corpo e também nos artesanatos e identificam os animais com suas marcas. 
Os membros de cada metade só podem se casar com os membros da outra metade. Segundo a tradição, as famílias que se formam vão morar junto ao pai da noiva. O genro se muda para a casa do sogro.
Na hierarquia das comunidades, a maior autoridade da tribo é o cacique, eleito democraticamente entre os homens maiores de 15 anos. O cacique é o representante da comunidade. É ele que representa os interesses dos Kaingang diante do homem branco.
8-TERENA
Os Terena são um povo indígena falante de língua Aruak. Atualmente, habitam Terras Indígenas principalmente no estado do Mato Grosso do sul, com uma população significativa também em Mato Grosso e São Paulo.
A tribo registrou uma superpopulação nas reservas indígenas do Centro-Oeste do Brasil. Isso fez com que o excedente populacional abandonasse as aldeias em busca de trabalho na cidade. Com isso, a tribo terena se tornou o mais urbano dos
povos indígenas. É comum encontrá-los no comércio de rua de Campo Grande (MS), trabalhando para fazendeiros da região e atuando na colheita de cana-de-açúcar.
a cultura terena é caracterizada por suas tradições agrícolas, cerimônias religiosas e artesanato. Eles têm uma forte conexão com a terra e praticam técnicas agrícolas tradicionais, como o cultivo da mandioca. Suas cerimônias incluem cantos, danças e rituais de cura. O artesanato Terena inclui cerâmica, cestaria e tecelagem.
As aldeias terenas são dotadas de autonomia política própria, ou seja, possuem um cacique e um conselho tribal que responde pelas relações políticas de cada setor. As casas dos grupos familiares que se formam são construídas no entorno do pai do noivo.
9-FULNI-Ô
Habitam a região do sertão de Pernambuco, próximo ao rio Ipanema, no município de Águas Belas. Durante a colonização foram afetados por conflitos com colonos e missionários.
A origem do nome Fulni-ô é muito antiga. Significa "povo da beira do rio" e está relacionada com o rio Ipanema que corre ao longo da cidade de Águas Belas.
A cultura fulni-ô é marcada por suas tradições religiosas, festivais e artesanato. Eles têm uma rica tradição de danças, músicas e rituais religiosos. O  artesanato  fulni-ô inclui trabalhos em cerâmica, tecelagem e  entalhe em madeira. Os instrumentos mais utilizados são a maráca, o toré e a flauta.
Para manter viva a cultura, os indígenas se reúnem uma vez por ano, durante três meses, em uma região afastada e realizam um ritual chamado Ouricuri, onde só é permitida a presença dos Fulni-ô. Neste período, eles sobrevivem exclusivamente do cultivo de alimentos, caça e pesca e conversam unicamente na língua nativa.
Os Fulni-ô são tidos como parte dos únicos povos indígenas que conseguiram preservar o idioma nativo, conhecido como a língua yatê (ou ia-tê). 
10-GUAJAJARA
Estão situados no centro do Maranhão, nas regiões dos rios Pindaré, Grajaú, Mearim e Zutiua. Também chamados de tenetearas, essa tribo era conhecida por não fixar residência por muito tempo em um local determinado.
Eles têm como principais atividades econômicas a agricultura e o artesanato, mas também praticam a caça, a pesca e a coleta de mel.
A língua falada por eles é o teneteara, da família linguística tupi. O nome guajajara significa "donos do cocar" e atendem por Tenetehára também, que significa "somos os seres humanos verdadeiros",
A unidade familiar mais importante dos guajajara é chamada de família extensa, composta por índios que são unidos necessariamente por laços de parentesco. Trata-se, em essência, de um grupo de mulheres sob a liderança de um homem. Muitos chefes de família extensa procuram manter o maior número de mulheres junto de si, até adotando as filhas de homens já falecidos dos quais eles eram muito próximos.
Cada aldeia tem seu próprio cacique ou capitão, mas há aldeias com mais de um por causa das rivalidades entre várias famílias extensas. 
11-POTIGUARA
Situados majoritariamente no Nordeste, os potiguaras são de origem tupi-guarani. O significado do nome é traduzido por "comedores de camarão". Trata-se de um povo que já sofreu de maneira irreversível a influência do homem branco. Os Potiguara fazem parte dos povos da família linguística Tupi-Guarani, mas hoje falam somente o português. Quase toda aldeia tem uma igreja católica ou evangélica e comumente há festejos que celebram seus santos de devoção.
Das 32 aldeias remanescentes, 26 possuem representantes reconhecidos pelo cacique. A escolha do próprio cacique acontece com o crescimento de um grupo doméstico, configurado como fundador daquela região. A chefia indígena tende a se estabelecer nas aldeias que possuem um número razoavelmente alto de
moradores em relação às tribos vizinhas.
Os potiguaras desenvolvem agricultura de subsistência de culturas como o milho, feijão, mandioca, macaxeira e inhame; a pesca artesanal, no mar e nos manguezais; o extrativismo vegetal da mangaba, dendê, caju e batiputá; e a criação de galinhas, patos, cabras, bovinos e cavalos.
12-MACUXI
Macuxi é uma etnia indígena que habita a região do Monte Roraima, entre o Brasil, a Venezuela e as Guianas. Estima-se que existam 140 aldeias macuxi no Brasil, principalmente no estado de Roraima.
O nome macuxi significa "população indígena sul-americana".
O idioma Macuxi pertence à família linguística caribe. Esta classe linguística faz parte do grupo denominado Línguas Aruaques, um conjunto de idiomas falados na América do Sul, em regiões que se estendem da Cordilheira dos Andes à Bacia Amazônica, do Paraguai às Guianas, e também no Mar do Caribe.
O território macuxi estende-se por duas áreas ecologicamente distintas: ao sul, os campos; ao norte, uma área onde predominam serras em que se adensa a floresta. Há períodos prolongados de seca e chuva, portanto eles alternam dois tipos de rotina de acordo com o clima. Durante a estiagem, se reúnem e intensificam as atividades de caça, pesca, criação de gado e cultivo de alimentos. Já na estação chuvosa, espalham-se em pequenos grupos que vivem dos alimentos armazenados
durante a seca.
Um dos aspectos culturais mais curiosos nesse grupo é a organização social. As casas são distribuídas em um território por parentelas. Vivem em aldeias ligadas por trilhas e caminhos, com casas construídas em volta de um pátio central.
Quando uma moça e um homem se casam passam a morar na casa da família da moça, e o pai dela se torna um líder-sogro, cuja habilidade política na manipulação dos laços de parentesco depende sua existência.
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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

👍Hino: Proclamação da República


Hino da Proclamação da República

A letra do Hino da Proclamação da República foi escrita por Medeiros de Albuquerque e a música composta por Leopoldo Miguez. Em janeiro de 1890, o governo provisório do Marechal Deodoro da Fonseca lançou um concurso visando a oficialização de um novo hino para o Brasil. Leopoldo e Medeiros venceram o concurso, mas o hino acabou não sendo utilizado como o novo hino do país devido a protestos da população. Em um decreto no mesmo mês do concurso, o governo brasileiro estipulou que a criação fosse empregada como sendo o Hino da Proclamação da República.

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Hino à Proclamação da República do Brasil
(Letra: Medeiros de Albuquerque
Música: Leopoldo Miguez)

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

👍Dia da Bandeira: colorindo

Colorindo as bandeiras utilizadas no Brasil em diferentes períodos da história...

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

👍Livrinho: Dia da Bandeira do Brasil

Livrinho informativo sobre a Bandeira do Brasil, na versão colorida...

Espero que a publicação seja útil e auxilie a sua prática pedagógica. Gratidão pela visita e volte sempre! 🙂

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A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto no 4 de 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório.

-Quem foram os responsáveis pela sua criação:
A ideia da nova Bandeira do Brasil deve-se ao professor Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil. Com ele colaboraram o Dr. Miguel Lemos e o professor Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi executado pelo pintor Décio Vilares.

-As cores:

As cores verde e amarelo estão associadas à casa real de Bragança, da qual fazia parte o imperador D. Pedro I, e à casa real dos Habsburg, à qual pertencia a imperatriz D. Leopoldina.

-Círculo interno azul:

Corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15 de novembro de 1889.

-As estrelas:
Cada estrela representa um estado da federação.
Todas as estrelas têm 5 pontas

As estrelas não têm o mesmo tamanho; elas aparecem em 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta e quinta grandezas. Estas dimensões não correspondem diretamente às magnitudes astronômicas mas estão relacionadas com elas. Quanto maior a magnitude da estrela maior é o seu tamanho na Bandeira.

-A faixa branca:

Embora alguns digam que esta faixa representa a eclíptica, ou o equador celeste ou o zodíaco, na verdade a faixa branca da nossa bandeira é apenas um lugar para a inscrição do lema "Ordem e Progresso". Ela não tem qualquer relação com definições astronômicas.

-O lema "Ordem e Progresso":

É atribuído ao filósofo positivista francês Augusto Comte, que tinha vários seguidores no Brasil, entre eles o professor Teixeira Mendes.

- Quando foi modificada:

Foi modificada pela Lei no 5443 (Anexo no 1) de 28 de maio de 1968;
Foi modificada pela Lei no 5700 de 1 de setembro de 1971;
Foi modificada pela Lei no 8421 de 11 de maio de 1992.

Linha do Tempo: Bandeiras do Brasil

- Bandeira da Ordem de Cristo (1332 - 1651)
Primeira hasteada em solo brasileiro.

- Bandeira Real 1500 - 1521)
A primeira do Reino de Portugal, nas naus do descobrimento.

- Bandeira de D. João III (1521 - 1616)
Usada no Brasil durante a Colonização

- Bandeira do Domínio Espanhol (1616 - 1640)

Bandeira utilizada durante o domínio espanhol em terras portuguesas.

- Bandeira da Restauração (1640 - 1683)

Bandeira do Reinado de D. João VI, marca o fim do domínio espanhol.

- Bandeira do Principado do Brasil (1645 - 1816)
Primeiro sinal de presença do Brasil, no campo político mundial, como parte integrante da nação portuguesa.

- Bandeira de D. Pedro II, de Portugal (1683 - 1706)
Utilizada no reinado de D. Pedro II, após a morte de D. Afonso VI.

- Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1816-1821)

- Bandeira do período de D. João VI

- Bandeira do Regime Constitucional (1821 - 1822)
Última a tremular no Brasil com traços que lembram Portugal.

- Bandeira Imperial do Brasil (1822 - 1889)
Marca da emancipação política do Brasil.

- Bandeira Provisória da República (15 a 19 de Novembro 1889)

Marcou a transição da Monarquia para a República sendo válida por 4 dias apenas.

- Bandeira Nacional (19 de novembro de 1889 até os dias atuais).

Leis para o uso da Bandeira 

-A Bandeira Nacional deve ficar sempre hasteada na Praça dos Três Poderes, em Brasília, como símbolo permanente da Pátria. 

-Normalmente, se faz o hasteamento às 8:00 horas e o arriamento às 18:00 horas.

-Se a Bandeira for hasteada à noite, deverá ser bem iluminada. 

-No dia da Bandeira, 19 de novembro, deverá ser hasteada às 12:00 horas com solenidades especiais. 

-Quando não hasteada, a Bandeira deverá ficar em lugar de honra. 

-Nos dias de festa ou de luto nacional, hastea-se, obrigatoriamente, em todas as repartições públicas, nos estabelecimentos de ensino e sindicatos.

-Nas escolas públicas ou particulares é obrigatório o hasteamento solene da Bandeira durante o ano letivo, pelo menos uma vez por semana. 

-Quando em funeral, a Bandeira fica a meio mastro. 

-Quando hasteada com outras Bandeiras, ficará no centro. Deverá ser hasteada primeiro e arriada por último. 

-Irá destacada à frente de outras Bandeiras, quando conduzida em formaturas ou desfiles e ficará à direita de tribunas, púlpitos, mesas de trabalho e reunião. 

-Pode ser reproduzida sobre paredes, tetos, vidraças, veículos e aeronaves, respeitadas as disposições legais. 

-É obrigatório o ensino do desenho e do significado da Bandeira Nacional nas escolas. 

-Em desfiles, deve-se segurar o mastro da Bandeira em posição vertical e não inclinado.

-Nenhuma Bandeira de outra Nação poderá ser usada no país sem que esteja ao seu lado direito,  de igual tamanho e em posição de realce, a Bandeira Nacional, salvo nas sedes das representações diplomáticas ou consulares. 

-É proibido usá-la como roupagem, reposteiro, pano de boca, guarnição de mesa, revestimento de tribuna, cobertura de placas, retratos, painéis, monumentos a inaugurar e não se pode reproduzi-la em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda.

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👍Labor Day: painel colorido